PCMG desarticula esquema de fraude em licitação pública em Janaúba

Foto: Polícia Civil /Divulgação

Durante a investigação, a polícia constatou o uso de documentos falsos e de atestados técnicos forjados, além da criação de empresas com sócios “laranjas”

 

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, na última sexta-feira (3), o inquérito que apurou um sofisticado esquema de fraude em licitações públicas em Janaúba, no Norte do estado. Quatro pessoas foram indiciadas por fraude à licitação, uso de documento falso e falsidade ideológica, e o caso já foi encaminhado à Justiça.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil em Janaúba, começaram após a denúncia de um empresário local, que apontou indícios de que empresas participantes do Pregão Eletrônico nº 001/2025 eram, na verdade, controladas pelo mesmo grupo. A apuração revelou que foram criadas empresas de fachada para simular concorrência e viabilizar contratações irregulares por meio do Consórcio União da Serra Geral, causando prejuízo ao interesse público.

Durante a investigação, a polícia constatou o uso de documentos falsos e de atestados técnicos forjados, além da criação de empresas com sócios “laranjas” — muitas vezes familiares e pessoas de confiança do principal articulador. Em um dos casos, o endereço informado como sede era apenas o muro lateral de um imóvel residencial. Secretários municipais ouvidos confirmaram que o suspeito atuava como representante das empresas, embora não constasse oficialmente como sócio.

O inquérito também reuniu provas de reincidência do grupo em práticas semelhantes, incluindo sanções anteriores, falsificação de laudos e suspensão de contratos por até 18 meses.

Segundo o delegado André Brandão, responsável pelo caso, o esquema era altamente organizado. “As investigações revelaram uma estrutura com divisão de tarefas e uso deliberado de mecanismos fraudulentos para simular legalidade e obter vantagens ilícitas. O trabalho da PCMG foi técnico e minucioso, resultando em provas sólidas para o indiciamento”, afirmou.

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