mariah
O álbum fecha com uma música de mais seis minutos, com bastante nostalgia e nos lembrando todas as eras da nossa vida

As expectativas para o comeback da Mariah eram altas, já que houve uma recepção mista das duas músicas prévias que saíram anteriormente, o décimo álbum da Mariah entregou tudo que esperávamos, e ela está vindo tanto ao Brasil e continua sendo um nome gigante na música aos 56 anos. Começando com a faixa “Mi” que meus amigos… É sensacional, a personalidade e o poder da caneta da Mariah, continua o mesmo, agora ela não está subordinada a decisões de outras pessoas, ela mandando totalmente na própria carreira dela, a letra é muito divertida e se você tivesse metade da autoestima que ela tem nessa música, nunca teria dado chance para aquele feio que te deu bolo, o estilo da faixa lembra bastante a sonoridade do álbum Memoirs of an imperfect Angel.

Play This Song ft. Anderson .Paak segue sendo maravilhosa, os aspectos da canção estão mais parecidos com o tipo de música que ele faz, mas combinou tanto com ela e principalmente com a voz de peito da Mariah, tem uma letra lindíssima e faz com que tenhamos aquele sentimento de estar ouvindo algo muito íntimo. Type Dangerous já foi comentada, Sugar Sweet foi a coisa mais genérica que a Mariah já cantou, não é ruim, longe disso, mas qualquer artista poderia cantar aquela canção.

In Your Feelings já é diferente, já que novamente tem bastante personalidade, quebra rítmica no refrão que pode incomodar alguns ouvintes, mas é um canção de camadas e mostra muita carga emocional, nesse álbum vemos que a voz da Mariah não assume tanta complexidade como em outros lançamentos dela, esse é bem mais pop,  Nothing Is Impossible é onde ela usa whistle notes e emociona demais, é uma das canções mais bonitas do ano na minha opinião, ainda mais sabendo das provações que a Mariah passou durante a vida, é uma artista fascinante e estamos vendo o resultado de uma compositora de mão cheia.

Confetti & Champagne parece uma música do Positions da Ariana grande, o que muitos podem achar uma ofensa, mas eu acho um dos maiores elogios, porque Positions marcou a era de uma nova mistura do rap, chill, vibe e música pop, e a Mariah fez essa fórmula funciona para ela; I Won’t Allow It é outra delícia de música, algo que eu não esperava que fosse aparecer nesse álbum, que não estava com o andamento para uma canção tão para cima, existe uma pausa no meio da canção que nos deixa bem reflexivo e a voz da Mariah está brilhando novamente.  My love é um cover, que tenho que confessar que nem a voz dela salvou, uma repetição, um instrumental plano que não cresce durante a música, essa não será salva na minha playlist. Jesus I Do tem a proposta de ser a irmã mais nova de Make it happen, mas ela consegue ser cansativa em três minutos, o que Make it happen não é em 5 minutos, novamente existe uma repetição muito grande do refrão, pode ser porque é um louvor, mas musicalmente é cansativo.

álbum fecha com uma música de mais seis minutos, com bastante nostalgia e nos lembrando todas as eras da nossa vida, é impossível não se emocionar, a direção vocal em alguns momentos deixa a desejar, às vezes parece um gato miando no pré refrão, mas não estraga a experiência de uma música dessa potência… aos quatro minutos a melodia muda de forma elegante e muito delicada, extremamente agradável de ouvir e para quem estava aguardando ela entregar vocal e gogó, ouvimos essa música entregando tudo e fechando com chave de ouro. Para mim como uma fã da Mimi, eu achei um saldo super positivo, não é cansativo, tem muita personalidade, letras boas, moderno (parece música de 2025), mas as vezes encosta no genérico, a voz ta muito mexida e não temos tanta acrobacia vocal como antes. 

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