Card B

A rapper Card B - Foto: Divulgação

Desde 2018 a nossa querida Cardi B não lançava um álbum completo, apenas singles aleatórios, que alimentavam aquelas pessoas do rap que não respeitam seu trabalho, os que dizem que sem o Offset, ela não conseguiria sustentar um sucesso de novo. Em 2025 a Cardi finalmente entra em um momento da carreira que todos estão falando dela novamente, nem que seja pela polêmica ou os memes, ela plantou um terreno fértil para o comeback. “I am The drama?” Mostra que a Cardi sabe muito vender seu peixe, muitos fãs adoraram e a crítica macetou, mas quero ver com os meus próprios olhos, como é esse trabalho…

A rapper Card B – Fotos: Divulgação

Começando por Dead com Summer Walker (que é uma das minhas cantoras favs), não podemos negar que é um bom começo de álbum, mas poderia ser um interlúdio, porque não foi uma das minhas queridas do álbum, ela consegue muito bem construir a tensão do drama que é a vida e obra de Cardi B. Hello é mais divertida e para cima, existe bastante diferença em como a voz da Cardi é dirigida nesse álbum, tem muito mais efeito de profundidade e em poucos momentos vemos o som cru de sua voz, tem bastante repetição o que torna enjoativo tanto Hello quanto Magnet, que achei tão parecida, que nem parece que mudei de faixa. Magnet é um pouco melhor, mas tem uma letra que alguns momentos te deixa bastante constrangido, sabemos que a Cardi tem essa honestidade que faz com que a construção das letras seja bastante sincera; até então havia concretizado como um álbum que parece mais as primeiras mixtapes dela. Pick it up com Selena, é fresh, tem uma letra boba, mas tudo que o álbum precisava, é gostosa, divertida e a voz da Selena está uma graça. Botega bodie eu nem vou comentar, me desculpe a música mexicana, mas aquilo não ficou bom… Imaginary prayerz é simplesmente a gigante, Cardi tem que bonificar o produtor que teve a ideia de resgatar esse sample do Jay-z, o sample é perfeito, elevou a qualidade das rimas, é a Cardi que gosto. Salute é boa, mas também não tem nada de grandes feitos, Safe é muito boa, letra legal e é bom uma faixa mostrando ela também é sentimental e inclusive fizemos react do clipe. Man of your word é a melhor música quando olhamos liricamente, impossível você não se identificar com algo tão bem escrito e sentimental, o instrumental é muito delicado, e fica bastante claro que é uma resposta para todas as palhaçadas que o Offset fez com ela durante o casamento.

O feat com a Lizzo também é terrível, nem consegui ouvir inteira, em compensação Outside é maravilhosa, e Pretty and Petty também entrega tudo, me lembrou o clássico do Kendrick “Squabble Up”, que é dançante e cativante, a letra também é questionável, mas não é ruim, é interessante o jogo de ataque que acontece dentro do hip hop. Better than you é uma música básica, sem muita inovação, mas que passa bem pelo esperado do álbum, é uma obra longa, porém não há muita variação de flow na canção, o que torna meio repetitiva também. In my back é muito legal, tem um flerte com R&B e toda vez que a Cardi faz algo assim, ela acerta. Errtime é uma música divertida também, mas não se torna memorável, cheack please, principal, Trophies e Nice guy (Tyla trouxe molho para a faixa) também passa na média, mas a questão do álbum ser tão longo e parecido, começa a incomodar.

O negócio sai do morno, quando killin you hoes começa, que música boa, interessante e parece sim um hip Hop refinado, feito por alguém que não começou ontem no game. O álbum acaba com duas antigas da Cardi que foram sucessos gigantes Up (incrível) e Wap que tem a letra pior do que qualquer funk brasileiro, mas é bem feita, Cardi disse que essas músicas estavam no projeto para elas terem um lar, mas sabemos que duas músicas desse tamanho geram muita mídia e muitos recordes para um álbum que acabou de sair. No geral achei um álbum interessante porém esperávamos mais de alguém com o tamanho dela, o álbum é muito longo, ela poderia ter feito uma obra mais coesa e colocar apenas as músicas que realmente são boas.

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