Montes Claros realiza o III Congresso Internacional de Educação e Inovação com foco em saúde e bem-estar

Palestra do secretário de Governo, Marcelo Aro, sobre “Uma Jornada de superação: como reencontrar o bem-estar após um marco na vida”. Foto: Larissa Durães

Este é o principal evento acadêmico e científico da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes)

 

Montes Claros deu início, nesta quinta-feira (25), ao III Congresso Internacional de Educação e Inovação, o principal evento acadêmico e científico da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), com o tema central saúde e bem-estar. Com programação até sábado (27/09), o congresso reúne mais de 5 mil inscritos, entre pesquisadores, docentes e estudantes, para debates, palestras e apresentações sobre as principais tendências em educação e inovação.

O reitor, professor Wagner de Paulo Santiago. Foto: Larissa Durães

Segundo o reitor, professor Wagner de Paulo Santiago, o evento tem grande relevância para a sociedade acadêmica. “Estamos no terceiro congresso internacional de educação e inovação, com o tema importantíssimo que é saúde e bem-estar, um assunto que envolve a todos, principalmente a nossa comunidade acadêmica. Este congresso vem sendo um dos objetivos da Agenda 2030 e estamos trazendo palestrantes internacionais e brasileiros, um grande evento”, afirmou.

A programação inclui especialistas da França, Coréia, Espanha, Colômbia, Chile e Argentina, além de mesas redondas, apresentações de artigos científicos e atrações culturais, como música e uma feirinha dentro do campus. “Todos os campi da Unimontes terão participação, estamos com mais de 5 mil inscritos e mais de 2 mil trabalhos científicos, um grande congresso”, completou o reitor.

O evento também marca o uso do teatro em fase final de reforma, fechado há 10 anos. “Ainda não é a inauguração oficial, mas já queremos usar o espaço para acomodar todos muito bem. A inauguração será em breve, e desde já convidamos todos para participar da inauguração do nosso teatro”, disse o reitor.

Para o pró-reitor adjunto de extensão, Marcelo Brito, a realização do congresso envolveu desafios e esforço coletivo. “Os desafios são muitos, mas, como diz o nosso reitor, professor Wagner, a vontade de fazer é maior. Todos fomos mobilizados para realizar uma terceira edição ainda mais diversa, mais plural, que trouxesse temáticas envolvendo todos os centros de conhecimento e áreas do saber”, afirmou. Ele ressaltou ainda a programação cultural do evento. “Hoje tivemos o Festival de Curtas, coordenado pelo curso de Cinema Audiovisual, e teremos música, comida afro ancestral com a chef Mestre Kelma, debates e reflexões. Tentamos entender a ciência como um conjunto de diferentes saberes e conhecimentos”, explicou.

Brito destacou o impacto do congresso junto à comunidade. “Pretendemos alcançar não só em termos de números, mas também impactar as pessoas. Durante esses dias estamos recebendo escolas públicas para uma feira de ciências dentro do congresso, despertando desde o ensino fundamental e médio a valorização da educação e reforçando que a Unimontes é uma universidade pública, gratuita e para todos”, afirmou.

Maria Emília Alves Oliveira, estudante do quinto período de Enfermagem da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), participa do III Congresso Internacional de Educação e Inovação apresentando um trabalho científico. Foto: Larissa Durães

Estudantes também participam ativamente. Maria Emília Alves Oliveira, do quinto período de Enfermagem, apresentará um trabalho sobre o panorama epidemiológico da leucemia mieloide no Brasil. “Estou como estudante participante aqui no congresso e na sexta vou apresentar um trabalho que escrevi durante minha iniciação científica”, disse. Ela destacou a importância da interdisciplinaridade. “Sou da área de saúde, mas acredito que saúde e educação são indissolúveis. Nós, que fazemos enfermagem, trabalhamos muito com capacitação de profissionais, educação continuada, e considero fundamental unir assistência e ensino”, afirmou.

Pablo Vinícius Ferreira Silva, estudante do sexto período de História e bolsista de iniciação científica, ressaltou a relevância do congresso para a universidade. “Um congresso dessa magnitude é muito importante para reconhecer a relevância que a Unimontes tem como universidade polo no norte de Minas. Eventos como esse mostram para o Brasil e para o exterior o que produzimos aqui, participando de pesquisas e debates nacionais e internacionais”, afirmou. Ele destacou ainda a programação cultural, com mostras de curtas e produções visuais, como um diferencial do evento.

Entre os convidados, Carlos Arruda, presidente da FAPemig, destacou os investimentos da fundação na universidade. “A universidade conseguiu aprovar uma quantidade de projetos que totalizam cerca de 19 milhões de reais na última chamada Universal. Esse centro, chamado Sertão, vai tornar a Unimontes ainda mais reconhecida. É uma instituição que está crescendo, ganhando espaço e demonstrando capacidade de gerar conhecimento relevante de forma aplicada”, disse. Ele também ressaltou projetos financiados pela fundação, como o desenvolvimento do Macaúba e do Cacau, iniciados em 2014 na universidade.

O secretário de Governo, Marcelo Aro, compartilhou sua trajetória pessoal e profissional em aula magna, sobre “Uma Jornada de superação: como reencontrar o bem-estar após um marco na vida”, destacando a experiência de ser pai de uma filha com doença rara. “Minha primeira filha tem uma doença rara, não anda, não fala e tem deficiência cognitiva completa, mas a Maria é o maior presente que Deus poderia me dar”, afirmou. Ele explicou que essa vivência influenciou sua atuação na formulação de políticas públicas voltadas a pessoas com deficiência e doenças raras, incluindo a abertura da primeira casa de atendimento a pessoas com doenças raras no Brasil, em Belo Horizonte. “Hoje, Minas Gerais é referência em políticas públicas para pessoas com deficiência e doenças raras”, concluiu.

Aroa Silgado Gimenez, pesquisadora do Instituto do Vall Hebrón Instituto de Investigación (VHIR), na Espanha, trouxe experiências internacionais sobre a doença de Chagas. “Apresentei os desafios e as experiências que temos na Espanha em relação à doença de Chagas. Ainda temos muito a superar para diagnosticar os casos e melhorar a condição das pessoas, oferecendo acessibilidade ao diagnóstico e um cuidado integral para quem pode estar em risco de infecção”, explicou. Ela destacou a importância da cooperação internacional: “Essa troca entre Brasil e Espanha é muito importante, porque nos permite compartilhar conhecimento e melhorar conjuntamente o atendimento e as políticas de saúde”.

A pesquisadora também elogiou Montes Claros e o programa de colaboração internacional da Unimontes. “Essa é minha primeira visita ao Brasil e está sendo uma experiência muito gratificante, com grande acolhimento. O programa de colaboração internacional da Unimontes possibilita a troca de conhecimentos entre Brasil e Espanha”, afirmou.

Aroa Silgado Gimenez, pesquisadora do Instituto do Vall Hebrón Instituto de Investigación (VHIR), na Espanha, trouxe experiências internacionais sobre a doença de Chagas. Foto: Larissa Durães

 

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