Romeu Zema

Foto: Cristiano Machado/imprensa MG

Estudo traz dados científicos sobre criminalidade, vitimização, condições de trabalho dos profissionais, capacidades municipais e do sistema de Justiça

O governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões participaram da abertura do Congresso do 1º Diagnóstico da Segurança Pública de Minas Gerais, um estudo inédito que promete mudar o rumo das políticas de segurança no estado. Realizado em parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e o Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) da UFMG, o levantamento traz dados científicos de 2024 e 2025 para uma análise aprofundada.

O diagnóstico revela uma tendência importante: a redução de crimes patrimoniais e um notável aumento dos crimes cibernéticos. Essa mudança de cenário exige novas abordagens e o reforço da segurança no ambiente digital. Minas Gerais já está na frente, sendo o primeiro estado a criar um Centro Integrado de Inteligência Cibernética (Ciberint), uma estrutura dedicada a prevenir e reprimir crimes online, com foco especial na violência em escolas.

A Visão do Governo e o Avanço das Forças de Segurança

Em seu discurso, o governador Romeu Zema destacou a importância do diagnóstico para o planejamento futuro. Ele ressaltou o trabalho das forças de segurança do estado — Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo — e afirmou que o estudo será fundamental para avançar nas políticas de combate à violência.

“Estamos sempre entre os estados mais seguros do Brasil, e isso tem sido crucial para que possamos continuar esse processo de consertar o Estado”, disse Zema. Ele também mencionou o impacto da segurança pública na atração de investimentos, afirmando que Minas Gerais se destaca por ser um lugar onde investidores não precisam negociar com o crime organizado para operar.

Um Estudo Inovador e Abrangente

Pela primeira vez, Minas Gerais realiza um levantamento tão completo, que cruza dados de registros policiais com a percepção da população e a qualidade de vida dos profissionais de segurança. O vice-governador Mateus Simões pontuou que o objetivo é ir além dos números, buscando “alcançar objetivos finalistas” e não apenas justificar o trabalho feito.

O diagnóstico está estruturado em quatro pilares centrais de pesquisa:

  1. Vitimização: analisa a realidade e a sensação de segurança da população.
  2. Qualidade de vida no trabalho: avalia o bem-estar e as condições dos servidores de segurança.
  3. Capacidades municipais: identifica o envolvimento das cidades nas políticas de segurança.
  4. Capacidades institucionais: avalia a estrutura do sistema de justiça criminal.

De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, o estudo, com cerca de 1.500 páginas, foi feito para “identificar o problema” sem “nenhum dado enganoso”, permitindo um enfrentamento mais eficaz.

Redução de Crimes e Investimentos Recordes

Desde 2019, os investimentos em segurança em Minas Gerais cresceram 60%, resultando em melhorias na frota, mais pessoal, novas unidades, armamentos e a criação de programas inovadores.

Esses investimentos se refletem nos resultados:

  • Redução de 54% nos crimes violentos desde 2019.
  • Queda de mais de 65% nos roubos.
  • Diminuição de mais de 50% na quantidade de veículos roubados em 2024.

Comparando os dados de janeiro a agosto de 2025 com o mesmo período do ano anterior, houve uma queda em quase todos os crimes violentos, incluindo:

  • 9,92% de redução de homicídios.
  • 25,71% de roubos.
  • 6,25% de sequestros e cárceres privados.
  • 9,39% de estupros.

O Congresso do 1º Diagnóstico da Segurança Pública segue até esta quinta-feira (25/9), e o estudo deve se tornar uma ferramenta essencial para aprimorar a segurança no estado, baseando as políticas públicas em evidências e dados científicos.

Confira o vídeo do governador Romeu Zema:

 

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