Nesta sexta dia 12 de setembro, tivemos uma surpresa maravilhosa, que foi o álbum da Chayeong do Twice, seu debut solo mostrou que estávamos perdendo muito no kpop, de não ter uma trabalho solo dessa artista antes. A estética é simplesmente impressionante, sentir muita familiaridade aos trabalhos de Tim Burton, utilizando stop-motion e visual único, que mistura o gótico e tem claras referências ao estilo punk, característico da Chae, o fantástico, o sombrio e o excêntrico, dando uma personalidade única ao debut, realmente nos sentimos entrando dentro de uma fantasia. O álbum começa com a faixa Avocado, que o único defeito, é simplesmente ser uma música de 2 minutos, o que aliás é um defeito que se repete o álbum inteiro. Avocado foi usada como apresentação do album, começa mostrando chae servindo seus amigos e eles estão lendo um jornal falando sobre o castelo no céu, que pode ser uma referência também as fantasias do ghibli, até que ela engolida pelo caroço de abacate, o som é uma música muito calma, tranquila, com a voz bem suave e ao entrar no abacate, ela acaba caindo em um portal para chegar até esse castelo e nossa aventura começar, desde já sabia que iria gostar do álbum, tudo me agradou, mas não imaginava que gostaria tanto e como seria surpreendida. Viajamos com a chae para a Band aid e é uma canção fofa, a base de avocado continua ali, mas são de outra forma, não mais um som cru de uma banda indie, nessa temporada mais camadas de voz, tem uma letra muito fofa e dá uma sensação de calma tão grande, que é como se você estivesse passeando pelas nuvens num sonho bom. SHOOT (Firecracker) é um dos destaques para mim, me lembrou um pouco a pegada de jealous type da doja cat, algo na batida de fundo, mas eu gostei bastante da letra e das expressões que ela usa. É uma música muito divertida e o clipe nem se fala, Saudação do coração /Salute from the heart e principalmente “Eu viajei o mundo, mas meu quarto é perfeito

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I’ve traveled the world, but my room is perfect”. Chae nos deu uma experiência visual e sonora completa. Girl é uma ótima música, mas nessa faixa a falta de mudança vocal da Chae me desanimou um pouco, já que com arranjos vocais mais elaborados, a música poderia ter uma crescente maior; ela tem um instrumental muito interessante, que consegue emitir bastante emoção, o que faz com que a faixa não seja monótona. Ribbons é um espetáculo e se tornou minha favorita do álbum, muito inesperada, é uma mistura de estilos musicais coexistindo, existe elaboração na voz, e muitos elementos que não eram esperados, uma faixa experimental e ousada. Downpour remete um pouco ao estilo do Tame Impala, a Chae participou de todo processo criativo e composição da obra e fica claro como a forma das expressões e também de como ela sabia exatamente como queria que a voz soasse em cada faixa, ela disse que já estava sendo planejado a muito tempo, e realmente não parece um álbum feito às pressas, o conceito está muito bem firmado, mas as músicas são muito curtas, BF é tão curta que mal podemos ver ela passando, Shadow Puppets é uma ótima musica, já vejo ela em abertura de algum anime, se assemelha a avocado também, misturando algo entre o bossa nova e musica urbana, o que passa de relaxante, para um encerramento da nossa aventura, já que a ultima é my guitar, a faixa onde a voz dela esta mais crua e não esta carregada de efeitos, é como se fosse uma canção de ninar, nos chamando para a despedida desse momento mágico que passamos pelo album, “meu violão machuca” e todas as vezes que a mesma reclama dos dedos doloridos, pode não ser nada, mas vejo como uma metafora de que as vezes pagamos um preço pela nossa arte, vejo que chae foi muito corajosa em fazer algo em que ela não seja uma idol boneca, que se preocupe em ser linda na frente da camera, ela realmente entregou um visual que nos vende uma fantasia e quero muito ver o que ela tem para nos mostrar.