Montes Claros cria 273 empregos formais em julho, mas desempenho anual segue abaixo da média estadual e nacional

Foto: Larissa Durães

A diferença salarial entre gêneros, na cidade, permanece significativa, com homens recebendo 11,9% a mais que mulheres

 

 

Montes Claros registrou a abertura de 273 novos postos de trabalho formal em julho, um crescimento de 28,8% em relação a junho. Apesar do avanço mensal, o saldo acumulado em 2025 ainda está abaixo das médias estadual e nacional: o município apresenta alta de 1,9% no número de empregos em relação a 2024, enquanto Minas Gerais cresce 3,1% e o país, 2,86%.

O setor de serviços liderou as movimentações, respondendo por mais da metade das contratações e desligamentos, enquanto o comércio se destacou no saldo positivo, responsável por 63,3% das vagas criadas. Micro e pequenas empresas tiveram papel decisivo na geração de empregos, enquanto indústria, construção civil e agropecuária registraram retração. Entre as atividades, o comércio varejista de supermercados e a construção de edifícios tiveram altos volumes de admissões e desligamentos, enquanto o teleatendimento acumula seis meses consecutivos de saldo negativo.

O perfil das contratações indicou predominância feminina, com mulheres representando 79,1% do saldo positivo. Jovens de até 24 anos responderam por 71,4% das vagas, e trabalhadores com ensino médio completo concentraram 85,3% do saldo. O salário médio de admissão foi de R$ 1.811,12, inferior à média dos desligamentos (R$ 1.865,00), e a diferença salarial entre gêneros permanece significativa, com homens recebendo 11,9% a mais que mulheres.

O coordenador do Observatório do Trabalho do Norte de Minas, professor Roney Sindeaux, destacou que o crescimento mensal foi sustentado pelo aumento das admissões, principalmente nos setores de comércio e serviços. “As micro e pequenas empresas vêm sustentando o crescimento e foram as principais responsáveis pelo saldo do mês, junto à construção civil, que apresentou uma recuperação leve após meses negativos”, afirmou.

Sindeaux avaliou que o cenário deve se manter estável nos próximos meses, com saldos moderados em agosto e setembro e possibilidade de crescimento entre outubro e novembro, impulsionado pelas contratações de fim de ano. Por outro lado, a indústria, especialmente o setor de alimentos, apresentou desempenho fraco, com desligamentos possivelmente ligados à reconfiguração de atividades.

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