Min Jiwoon era o tipo de respiro que o kpop precisava, desde a primeira vez que ouvi sentimental love senti que não estava ouvindo uma artista qualquer, e tive certeza quando ouvi o “Pink The Grey” ela tem uma voz potente que ao mesmo tempo nos trás conforto. Como se simplesmente ouvir a voz dela, nos fizesse ir a uma viagem no tempo, na época que o que chamamos de Black music estava em alta, onde havia vocais delicados e uma base totalmente viciante.

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Sentimental love é uma música muito curta, quem me conhece sabe que odeio música de 2 minutos, mas estamos sendo obrigados a engolir, mas tirando esse detalhe, a música é um desbunde do início ao fim, tudo nela é bem feito e lindo, a letra é muito interessante e me lembrou bastante Girls need love da Summer Walker, inclusive em vários momentos a voz da Min Jiwoon me faz lembrar a da Summer, o que é elogio enorme. Go é minha faixa favorita, tem uma letra muito romântica, mas o que impressiona mesmo é a contrução instrumental da música e os vocais, impecável do início ao fim, um sentimento de estar amando a primeira vez, porém um amor de r and b dos anos 90, como a voz do CUBE, combina com a dela, é quase inacreditável. Always mostra a capacidade que essa artista tem de misturar estilos musicais, por mais que as duas músicas anteriores havia uma separação clara de estilo, essa não, essa tem uma mistura de bossa nova, que me lembrou até os arranjos do álbum Flower boy de 2017, do Tyler The creator e podemos celebrar de pé, porque é uma música de quase 4 minutos mágicos. Bye bye também é uma ótima faixa, a mais “animada” em comparação a outras, mas não destoa nenhuma pouco da vibe do álbum. Ela conseguiu fazer com que todas as músicas do mini tivessem personalidade. MySpace também é uma música super especial, tem uma base clássica de r and b, que deixa totalmente envolvido, se tem uma que talvez não seja tão marcante, bside com cara de bside, é TBH, não que seja uma música ruim, mas perto da construção das faixas anteriores, fica um pouco atrás. Para finalizar, Scared of love é tem uma letra muito interessante, que se desenvolve quase como uma auto análise terapêutica e com a voz dela mudando junto com a melodia, que não fica estática e torna a música ainda mais rica, já que se ficasse apenas na batida do começo, ficaria facilmente entediante, mas como houve uma produção de ponta, eles entenderam como deixar o som cheio de tonalidades a serem exploradas. Não considero um álbum genérico, mesmo que já tenhamos ouvido esse tipo de som antes, acho que houveram camadas de exploração muito boas.