Diego Vargas / Seapa
O 2º Seminário Mineiro de Irrigação reuniu cerca de 800 participantes em Montes Claros, com foco no uso da irrigação para aumentar a produtividade agrícola e gerar renda no Norte de Minas. O evento foi promovido pelo Governo de Minas e parceiros, destacando a importância da irrigação para o desenvolvimento sustentável da região.
O seminário ganhou relevância com a recente regulamentação da Política Estadual de Agricultura Irrigada Sustentável, que define diretrizes para o uso racional da água. Especialistas abordaram temas como o uso de águas subterrâneas, desafios energéticos e acesso às tecnologias, além de ouvir demandas dos produtores.
A irrigação foi apontada como essencial para impulsionar culturas como mandioca, frutas, hortaliças e até o café, além de beneficiar a pecuária. O evento reforça o compromisso do Estado com uma agricultura mais moderna, eficiente e adaptada ao clima semiárido do Norte de Minas.
“A nova política é um marco regulatório que temos para trabalhar com a irrigação em Minas. É importante consolidá-la no Norte de Minas, que tem um potencial absurdo de irrigação. A participação dos produtores torna-se relevante para que, conhecendo novas tecnologias e questões ambientais, possam colocar projetos em prática”, disse o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas, Thales Fernandes.
O evento teve como tema principal os desafios e as oportunidades relacionadas ao uso de águas subterrâneas na irrigação, questão essencial para o Norte de Minas, região marcada pela escassez de águas e disputas pelo recurso hídrico. Além de palestras com especialistas, que discorreram sobre temas como o desafio energético e uso consciente das águas subterrâneas, o seminário teve espaço para a escuta. “A ideia foi discutir os principais desafios dos agricultores irrigantes, conhecer iniciativas de sucesso e propor alternativas e parcerias para facilitar o acesso à política de agricultura irrigada e às tecnologias”, disse a chefe do Núcleo de Gestão Ambiental da Secretaria de Estado da Agricultura (Seapa), Ariel Chaves Santana Miranda.
O produtor Ivore Frans Almeida Veloso, do Sindicato dos Agricultores e Empreendedores Familiares Rurais de Icaraí de Minas, destacou a importância do seminário para obter mais informações. “Não tem outra conversa: temos de irrigar para produzir mais alimentos e desenvolver a pecuária.”, afirmou.
O superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Feliciano Nogueira de Oliveira, disse que a difusão da irrigação no Norte de Minas vai colaborar para o crescimento da fruticultura, horticultura, olericultura e a produção da mandioca. Ele enxerga também a possiblidade de a produção de café, ainda incipiente, ser acelerada. A irrigação também trará benefícios para a pecuária, principal atividade rural do norte-mineira. “A técnica poderá ser implantada nas lavouras de sorgo e milho, usados na alimentação do rebanho, sem contar que pode ser aplicada nas áreas de pastagem”, diz.
O II Seminário Mineiro de Irrigação dá continuidade ao sucesso da primeira edição que ocorreu em 2024, em Paracatu.