IMAGEM IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO

Foto: Divulgação

AMAMS defende região como piloto em novo plano que visa impulsionar a agricultura e gerar renda sem abrir novas áreas.

A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) está empenhada em tornar o Norte de Minas a região piloto do recém-lançado Plano Estadual de Agricultura Irrigada Sustentável. A iniciativa, oficializada por decreto do governador Romeu Zema, estabelece novas diretrizes para o uso eficiente da água e a expansão da produção agrícola irrigada em Minas Gerais.

O presidente da AMAMS e prefeito de São João da Lagoa, Ronaldo Soares Mota Dias, destaca a importância do plano, mas alerta para os desafios burocráticos. “O projeto é fundamental e merece todo apoio, desde que não seja paralisado por excesso de burocracia”, afirma. Ele ressalta que o Norte de Minas já é referência em agricultura irrigada, abrigando grandes perímetros como Gorutuba, Jaíba e Pirapora, além de vastas áreas no Vale do Verde Grande. A fruticultura irrigada e a agricultura familiar são pilares da economia local.

Segundo Ronaldo Soares, a região tem potencial para dobrar o número de famílias envolvidas na produção irrigada. “Isso garante renda, fixa as pessoas no campo e ajuda a conter o êxodo rural”, pontua.

O plano foi lançado em Belo Horizonte, quando o governador Romeu Zema assinou o decreto que regulamenta a Política Estadual de Agricultura Irrigada Sustentável. Zema enfatizou o impacto positivo da medida: “Com esse decreto, a mesma área que hoje produz uma safra ao ano poderá produzir duas ou três. Isso significa mais renda para o produtor rural, preservação ambiental e maior oferta de alimentos, com impacto direto na redução da inflação para o consumidor mineiro e brasileiro”.

Atualmente, apenas 15% da área produtiva de Minas Gerais é irrigada. O governo espera que as novas diretrizes permitam ampliar o armazenamento de água e, consequentemente, viabilizar até três safras por ano sem a necessidade de abrir novas áreas agrícolas. O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, conclui: “O plano vai tornar Minas mais competitiva e sustentável”.

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