Cirurgias eletivas têm queda de 25,9% em todo o país, mostra levantamento do Conselho Federal de Medicina

Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), mostra que os procedimentos de cirurgias eletivas tiveram queda de 25,9% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2019, no pré-pandemia. O direcionamento de leitos para Covid e a restrição de acesso aos hospitais resultaram em uma queda de 27 milhões no número desses procedimentos.

Dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde (SIA-SUS), mostram que 4.186.892 procedimentos foram realizados nos primeiros seis meses de 2019. Já em 2021, foram 3.099.006. 

O CFM, cita um dos exemplos de fila que foi referente a de cirurgias cardiovasculares, que contabiliza cerca de 60 mil pacientes aguardando por uma operação, de acordo com dados levantados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV).

Em Goiás, há mais de um mês os procedimentos cirúrgicos eletivos de média e alta complexidade voltaram a ser agendados nas unidades de saúde da rede pública, filantrópica e privada. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), a retomada desses procedimentos será feita gradativamente avaliando a situação pandêmica do estado.

No mês passado eram cerca de 50 mil pessoas aguardando por cirurgias eletivas nos municípios goianos. Na fila de espera, segundo o estado, já estavam regulados, aguardando liberação nas unidades de saúde, 2.032 pacientes.

Investimentos

Na retomada de cirurgias eletivas, estados e municípios adotam mutirões. Em São Paulo, as cirurgias eletivas foram suspensas em março deste ano. Atualmente há 144.114 pessoas na fila e os principais procedimentos aguardados são as cirurgias ortopédica, geral, ginecológica e otorrinolaringológica

O Ministério da Saúde informou, em nota, que a definição dos critérios para a realização de procedimentos eletivos compete aos Estados e municípios e que tem oferecido apoio aos gestores do SUS.

“A pasta disponibilizou R$ 350 milhões de recursos extras, que são repassados após a comprovação da realização dos procedimentos. Até julho foram repassados aproximadamente R$ 14,6 milhões aos Estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo”.

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