Rio Meia Ponte: mais de mil construções em 14 loteamentos podem ser demolidas por dano ambiental

Rio Meia Ponte está ameaçado. Segundo a Polícia Civil, mais de mil construções em 14 loteamentos podem ser demolidas por provocarem danos ambientais irreversíveis ao principal manancial de Goiás. Proprietários dos terrenos foram indiciados e quem já construiu poderá perder o investimento.

As informações são da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), que identificou as apontadas irregularidades em três municípios da região metropolitana de Goiânia: Goianira, Itauçú e Inhumas.

Um levantamento inicial, feito com equipes em terra, com a ajuda de drones e imagens de satélite, identificou que as mencionadas construções foram erguidas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) situadas às margens do Rio Meia Ponte e do Córrego Capoeira de Dentro.

Isso, segundo o delegado Luziano de Carvalho, titular da Dema, torna todas as edificações e loteamentos irregulares.

Danos ambientais irreversíveis: Rio Meia Ponte pode secar em pouco tempo

“Primeiro que todos os terrenos vendidos estão em uma área rural, que jamais será transformada em urbana, o que já impede a venda destes lotes fracionados, mas, além disso, as construções foram erguidas perto de nascentes, em APPs, o que jamais poderia ter acontecido”, ressalta o delegado.

De acordo com ele, empreendimentos mudaram cursos de água, secaram nascentes, e construíram muros e drenos em áreas de brejo, “o que, em pouco tempo, pode fazer o Rio Meia Ponte secar”, alerta Luziano.

Mais de mil construções em 14 loteamentos podem ser demolidas

Já identificados, os donos dos loteamentos responderão por parcelamento irregular de solo, e por crime ambiental. Quem comprou terrenos e construiu imóveis nestes locais, ainda de acordo com o titular da Dema, terá que limpar a área, e abandoná-la.

De acordo com a polícia, as casas construídas nestes loteamentos, são, em sua maioria, de alto padrão, e funcionam apenas como imóveis de recreação, usados geralmente nos finais de semana.

Durante coletiva concedida à imprensa nesta quinta-feira (26), Luziano de Carvalho disse que espera contar com a ajuda dos donos de imóveis já notificados para uma rápida desocupação, mas adiantou que irá solicitar que a justiça decrete a imediata desapropriação das áreas.

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