Bolsonaro alega censura nas redes, mas bloqueia 176 perfis, diz relatório

Relatório da ONG Human Rights Watch aponta que Jair Bolsonaro (sem partido) atenta contra o acesso à informação e a liberdade de expressão ao bloquear perfis de jornalistas, veículos, políticos e críticos nas redes sociais.

A organização identificou ao menos 176 contas bloqueadas pelo presidente, incluindo perfis do UOL no Instagram. A reportagem é de Juliana Arreguy.

O chefe do Executivo usa as redes para fazer anúncios oficiais, interagir com autoridades e criticar a imprensa ou decisões contrárias aos seus interesses. A HRW indica que as contas bloqueadas foram justamente as que criticaram ou divulgaram notícias sensíveis ao governo Bolsonaro.

Em paralelo aos bloqueios a perfis críticos, Bolsonaro já reclamou de uma suposta “censura” nas redes a pautas defendidas pela direita. Na semana passada, o presidente disse que pretende enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei sobre o assunto. Até a noite de ontem, Bolsonaro tinha 6,9 milhões de seguidores no Twitter, 14,2 milhões no Facebook, 18,6 milhões no Instagram e 3,49 milhões no YouTube.

O levantamento aponta o bloqueio de 13 contas institucionais. No Instagram foram dois perfis do UOL, e no Twitter foram contas dos veículos Congresso em Foco, Repórter Brasil, Aos Fatos, Diário do Centro do Mundo, O Antagonista e The Intercept Brasil, e das organizações Anistia Internacional, Repórteres sem Fronteiras, Observatório do Clima, além da própria Human Rights Watch.

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