Internada com diabetes, menina ganha boneca com cateter nasal igual ao que usa

Com o objetivo de ajudar no tratamento e tornar a internação menos dolorosa, a enfermeira Janaynna Moreira, do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (Hmap) presenteou a pequena Maria Valentina, de 6 anos – que trata uma cetoacidose diabética -, com uma boneca que possui um cateter nasal, mesmo equipamento que a menina precisou usar.
 
“A Valentina estava muito triste e assustada, tinha medo de tudo. O presente foi para criar um elo a mais a fim de que a relação de confiança fosse estabelecida. Quando a criança se sente amada e querida passa a colaborar com a equipe”, explica a profissional.
 
A enfermeira revela que a paciente estava resistente ao tratamento. “Ela não queria colocar o cateter nasal, então decidi dividir o incômodo e colocar também na boneca. Foi uma forma de estímulo ‘mamãe e filhinha’ juntas em tratamento na unidade”, afirma.
 
A paciente está internada no HMAP desde o dia 15 de maio para tratamento de uma Cetoacidose diabética. Maria Valentina precisou ser encaminhada para UTI e ficou intubada por um dia.  Durante todo período de internação, ela está acompanhada dos pais.
 
Após a criança ser presenteada, a equipe de fisioterapia também passou a utilizar o brinquedo no tratamento. “Com a boneca estimulamos o fortalecimento muscular e respiratório da Valentina, proporcionando um ambiente hospitalar agradável e seguro. Com essas atividades lúdicas, ganhamos confiança da criança para atividades que outrora seriam dolorosas”, revela o fisioterapeuta Arthur Antunes.
 
Emoção

A família da Valentina ficou emocionada com o presente e todo acolhimento e cuidado humanizado que a criança recebe no HMAP. “A equipe é muito atenciosa com a minha filha. Eles têm feito o melhor possível para deixar a Maria Valentina confortável. Ver como eles tratam a minha filha é gratificante. O Carinho de todos nos ajuda a enfrentar o tratamento. Espero que logo ela melhore e volte para casa bem”, disse Gilmar dos Santos , pai da criança.

Para a psicóloga Taís Gaudart, o vínculo que a equipe estabeleceu com a criança reduz o estresse emocional e aumenta a sensação de segurança. “Com a ação a paciente pode lembrar da hospitalização de forma positiva. Ela consegue cooperar e elaborar mais, assim contribui com todo tratamento. O lúdico é um facilitador de enfrentamento e faz com que a criança se recupere mais rápido”, ressalta.

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