A dengue continua: em 2021, Goiânia já registrou mais de 3 mil casos da doença

A preocupação com a pandemia da Covid-19 tem assombrado a população de todo o País, mas uma antiga ameaça segue a preocupar as autoridades de Saúde – a dengue. Em 2021, mais de 3.240 casos da doença foram registrados nas unidades da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Segundo o titular da Gerência de Controle de População Animal, Izaías de Araújo, mesmo com as limitações impostas pela pandemia, as ações de fiscalização e combate à proliferação do mosquito Aedes Aegypti não cessaram. Só neste ano, 12% dos imóveis abandonados que foram abertos por fiscais foram autuados por servirem de criadouros do transmissor.

O número de notificações registrados em 2021 está 60% menor que o do mesmo período em 2020, mas isso não significa que a doença recuou. Izaías de Araújo acredita na existência de uma subnotificação, devido a pandemia. “Acreditamos que possa ter mais casos do que está sendo notificado, já que as pessoas estão evitando a ir a, por qualquer sintoma, às unidades de saúde, a fim de evitar o risco de se infectar com o coronavírus”, declarou o gerente.

Segundo o gerente, apesar de em 2020, as visitas terem sido restritas a orientações por parte dos fiscais nos limites dos portões das casas, este ano as visitas dentro dos quintais retornaram. Do mesmo modo, são adquiridas liminares para que os imóveis que não se é possível identificar o proprietário sejam abertos; só em 2021, mais de 100 imóveis abandonados foram abertos.

“A equipe que abre o imóvel, com a ajuda de um chaveiro, é acompanhada de um fiscal de saúde pública. As encontradas são relatadas e através do cadastro imobiliário, identifica-se o responsável ou proprietário do imóvel, que é notificado, autuado, dependendo da situação”, explica Izaías.

O gerente Controle de População Animal da SMS ainda pede a população que, durante esse período, a atenção seja redobrada, uma vez que foi percebido um descuido por boa parte das pessoas, ao deixar água parada e criar novos focos de proliferação dentro das casas.

“Muita gente, mesmo com a permanência na boa parte do empo em casa, não se atentou aos cuidados necessários a proliferação do mosquito. Nesse momento, especialmente com o fim das chuvas, é necessário maior participação da população. Cubram as caixas d’água, tratem a piscina, cuidem bem dos bebedouros dos animais, lavando os potes e substituindo a água e evitem manter a água acumulada e estagnada. Esses locais podem servir de criadouro para o mosquito. Esses cuidados vão ajudar significativamente na redução da proliferação do mosquito no nosso município”, apelou o gerente.

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